Motivo para esperar a volta de Jesus

Motivos para esperarmos a volta de Jesus

Hoje o tempo é muito mais que dinheiro. Estamos vivendo em uma sociedade cuja a pressa não é apenas inimiga da perfeição. E esperamos um pouquinho mais por um prato de comida não é opção em nossa lista de tarefas. Por esses e outros motivos, esperar pela (tão próxima) volta de Jesus Cristo já não é prioridade para muitos de nós.

Neste devocional quero convidar-lhe para analisar a história de dois irmãos: Jacó e Esaú. Filhos de Isaque.

A família de Isaque

Não é pouco as pregações que ouvimos a respeito da promessa feita por Deus à Abraão. Sabemos de sua descendência e basta ouvirmos “Abraão, Isaque…” que automaticamente nosso cérebro completa com “Jacó”.

Agora por que não Abraão, Isaque e Esaú?

Simples. Ele vendeu seu direito de filho mais velho.

O nascimento de Esaú e Jacó

O capítulo 25 do livro de Gênesis relata o momento em que Esaú nasceu (sendo o filho mais velho entre os gêmeos) e Jacó segurando o calcanhar de seu irmão.

Antes desse dia chegar, quando os meninos ainda estavam no ventre de sua mãe (Rebeca), Deus a alertou que gêmeos estavam a caminho e que “duas nações estão em seu ventre”.

“Disse-lhe o Senhor: ‘Duas nações estão em seu ventre; já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo” (Gênesis 25:23).

Já no nascimento, Esaú foi o primeiro a sair logo com seu irmão o segurando pelo calcanhar. E você ai pensando que briga entre irmãos correm apenas com sua família em?

O valor de um prato de comida

“Certa vez, quando Jacó preparava um ensopado, Esaú chegou faminto, voltando do campo, e pediu-lhe: “Dê-me um pouco desse ensopado vermelho aí. Estou faminto!” Por isso também foi chamado Edom. Respondeu-lhe Jacó: “Venda-me primeiro o seu direito de filho mais velho”. Disse Esaú: “Estou quase morrendo. De que me vale esse direito?” Jacó, porém, insistiu: “Jure primeiro”. Ele fez um juramento, vendendo o seu direito de filho mais velho a Jacó. Então Jacó serviu a Esaú pão com ensopado de lentilhas. Ele comeu e bebeu, levantou-se e se foi. Assim Esaú desprezou o seu direito de filho mais velho.” (Gênesis‬ ‭25:29-34‬)

Eles cresceram. Esaú tornou-se um caçador com grandes habilidades e sempre estava nos campos exercendo seu ofício. Já seu irmão mais novo, Jacó, possuía suas habilidades em meio ao rebanho e em meio as tendas.

Seu pai, Isaque, por ventura tornou-se mais atraído pelo filho mais velho. Homem forte, habilidoso e caçador – tudo o que um pai espera de um filho -, e amava comer das conquistas (caças) que seu filho trazia para casa. Jacó, porém, era filho preferido de sua mãe.

Certo dia, Jacó preparou um ensopado e seu irmão chegou com muita fome (provavelmente após um longo tempo caçando). Sentindo o cheiro daquele ensopado, que parecia estar muito gostoso, pediu que seu irmão lhe desse um pouco.

Novamente, sendo esperto (lembra que Jacó nasceu segurando o calcanhar de seu irmão?), já disse “tá bom, eu te dou. Porém quero o seu direito de filho mais velho”. Não dando atenção para a importância desse direito, Esaú aceitou e se deliciou (momentaneamente do ensopado saboroso).

Algumas reflexões sobre esta passagem

  • A fome, fisicamente, passa após aproximadamente 20 minutos.
  • Imagine um almoço de família, não comeria todos do mesmo alimento assim que estivesse pronto?
  • Seria necessário Esaú vender seu direito de filho mais velho?

Situações como essa em minha e em sua vida

Estamos em constante fome espiritual. Temos a necessidade de sempre nos alimentarmos da Palavra de Deus.

Porventura, sabemos que o mundo possui pratos cheios e saborosos aos nossos olhos. Oportunidades e caminhos (aparentemente) retos estão sempre em nossa frente.

Então precisamos sempre estarmos atento. Esaú, por não pensar muito bem (visto que estava com muita fome), não deu valor ao direito que tinha de ter sido o primeiro filho nascer; mais tarde ele descobriu o real valor desse direito quando, seu irmão, novamente o traiu e, enganando seu pai (Isaque), Jacó recebeu a benção que era para ser de Esaú.

Jesus Cristo conquistou, na Cruz do Calvário, o nosso direito de sermos chamados de Filhos de Deus. Talvez, com a pressa do dia a dia, temos esquecido disso e não damos o devido valor.

Vigie para que sua coroa não seja tomada. Quando a tentação vier sobre sua vida e o inimigo lhe persuadir oferendo-o um prato de comida (oportunidades de sucesso momentâneos), não troque pelo seu direito de ser Filho de Deus. Aguarde um pouco mais porque um grande banquete está preparado lá no Céu para que eu e você nos saciemos junto com o Mestre, Cristo Jesus.

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